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Secretaria de Estado da Casa Civil - DF

sábado, 13 de outubro de 2012

UTILIDADE PÚBLICA: DF é pioneiro em levantamento de áreas de risco no país

Técnicos da Defesa Civil registram ponto a ponto os locais com potencial risco de desabamento. O objetivo é prevenir acidentes e orientar os moradores

Para mapear as áreas de risco do Distrito Federal de forma mais detalhada e eficiente, a Secretaria de Defesa Civil adotou novo procedimento. Os técnicos percorrem pessoalmente as regiões e registram ponto a ponto as casas localizadas nas áreas de risco. A visita aos locais é uma iniciativa pioneira no país, realizada apenas no Distrito Federal. O objetivo é prevenir futuros desabamentos e orientar os moradores a não construírem nos pontos considerados perigosos.

Com uma apuração mais detalhada, foi constatado que na realidade existem 37 áreas de risco no DF, ao invés de 26, como era apontado pela antiga metodologia. Um dos fatores que também contribuiu para esse aumento foi o fato de a Fercal ter sido dividida recentemente em sete pontos diferentes, não sendo mais considerada apenas uma única área de risco, como era antes.

Segundo o secretário da Defesa Civil, Paulo Matos, fazer o levantamento em campo contribui para analisar a real situação de risco da região. “Somos os primeiros no país a adotar esse procedimento. Ao observarmos e avaliarmos a região, também fazemos contato com a população e a orientamos sobre os perigos. A ideia é atuar na prevenção para salvar vidas e evitar mais riscos”, afirmou Matos.

Atualmente, nas 37 áreas de risco pontuadas existem 860 residências, onde vivem cerca de 3,4 mil pessoas. Nesses locais, obras são projetadas para garantir a segurança dos moradores. “No Sol Nascente, por exemplo, há uma grande erosão que arrisca a vida dos habitantes. Com as medidas adotadas lá, cerca de 1,7 mil pessoas que vivem no local foram salvas”, destacou o secretário.

Entre as medidas da Defesa Civil para reduzir o risco nas áreas do DF, destacam-se o aumento da captação das águas da chuva, para evitar vazões e aumento das erosões; aterramento dos buracos que acumulam água; reforço de muros e paredes poucos confiáveis; e providenciar a poda de árvores com risco de queda, sempre com a orientação da administração regional. De acordo com a análise da Defesa Civil, as áreas mais críticas do Distrito Federal hoje estão localizadas na Fercal, Vila Rabelo, Vicente Pires, Arniqueiras e Sol Nascente.

Alerta – A expectativa é que cada uma das administrações regionais do DF contem com a presença de uma Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec). A ideia é ter funcionários do órgão em cada uma das 30 administrações para alertar de forma mais rápida e direta os possíveis problemas em cada localidade. “Além de ser um trabalho de conscientização, também é preventivo, seguindo o principio básico de que quem sabe mais da situação são os que estão mais próximos dela”, disse Matos. Até o momento, três administrações foram capacitadas para receber o Comdec. Mais 15 estão em processo de indicação.

Fonte Agência Brasilia /Foto: Pedro Ventura

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